quinta-feira, 16 de abril de 2009

"The Invention of Air"

Ainda não saiu em português mas isso não deve ser problema para a maioria das pessoas que tem capacidade de deliciar-se com esse livro.

Além do enfoque histórico mais que didático, ele é extremamente agradável pelo simples fato de que já nos transmite informações e idéias de maneira concatenada e organizada, facilitando a nossa acomodação.

Mas o importante é que ele mostra alternativas inusitadas porém altamente interessantes e viáveis do ponto de vista científico para trata o problema das emissões de carbono na atmosfera e conseqüentemente o problema do aquecimento global.

Mas isso não está lá assim de maneira aberta, e nem escondida hermeticamente como em um tratado alquímico do século XII. Nós precisamos dos instrumentos e das informações corretas para fazer a ponte e chegar a um potencial incrível de idéias e possibilidades circulantes.
Acredito muito nesse conceito das idéias circulantes, pairando no Universo a nossa volta, prontas, ou melhor, ávidas por mentes capazes de as capturarem através da pontes entre dados, informações e conhecimento acomodado, e transformá-las em realidade materializada em invenções, inovações, produtos, serviços, mensagens e outros meios pelos quais essas idéias que pairam no Universo podem nos ajudar.

Podemos fazer alguns exercícios interessantes em busca desses “insights” e experimentar a epífane da captura de uma idéia original, mesmo em nosso dia a dia. Quem ainda não teve a experiencia de ir dormir com um baita problema e acordar com a solução, e não qualquer solução mas uma solução organizada, completa perfeitamente factível? Há é claro que muitos vão dizer que tudo já estava na nossa cabeça e que sob tensão nós não conseguíamos enxergar a solução, mas se observarmos de perto, vamos perceber que não é bem assim.

De qualquer maneira, tentando tomar um atalho de volta ao início, vale a pena ler “The Invention of Air”, mas faça-o sem maiores pretensões, vai ser muito mais prazeroso e você vai aproveitar muito mais, não só do conteúdo mas também da forma em que foi concebido.

http://www.stevenberlinjohnson.com/

Bom dia! Seja Feliz!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Twitter Life!!!

Agora eu entendi o tal Twitter e já fiquei viciado...

É como por um pouco de ordem ou ligar canais de comunicação em pontos dispersos da cacofonia do mundo...

As vezes quando caem vários postings ao mesmo tempo eu sinto mesmo como se pudesse ver de cima milhões de pessoas conectadas falando com o mundo indiscriminadamente.

Eu mesmo comecei uma experiência no Twitter.

Estou escrevendo uma história de ficção em pequenos postings que vão saindo sem preparação prévia. O personagem vai sendo construído posting a posting, junto com a narrativa, só penso em levar a história para aguçar mais e mais a curiosidade para ver se meus seguidores passam a acompanhá-la.

Tem de tudo mesmo, mas a grande maioria das pessoas está se comunicando de uma forma diferente e inusitada.

Tem personagens impagáveis e engraçadíssimos, tem de tudo, e todos são muito sérios e vão comunicando o que sentem, fazem, pensam e até mesmo criam simplesmente personagens de si mesmos assumindo identidades criativas ou até mesmo de celebridades já mortas ou vivas (como o Mumu da Mangueira...).

O interessante é que a minha sensação foi confirmada pelas pesquisas. Assim como assumimos nossa verdadeira identidade atrás do volante de um veículo, o mesmo acontece com o Twitter. Todos estão vivendo realmente a sua realidade sem máscaras e se expondo de maneira aberta, sem medo da censura dos outros.

Novamente uso o meu termo favorito aqui - cada um procura entre quem seguir e entre seus seguidores as "ressonâncias" de suas próprias expectativas e interesses.

Mas o mais importante é usufruir da liberdade que a ferramenta dá para os que por lá se aventuraram.

Assim que me cadastrei aceitei seguir 100% dos 60 Twitteiros que o site me ofereceu. Minha idéia era seguir e ver o que faziam, como se comportavam e como usavam o Twitter para eu descobrir meu próprio espaço.

Errei feio, descobri que o espaço está lá para você conquistar todos os dias de maneiras diferentes e absolutamente não há regras.

Mas já conheço muita gente super interessante, que tem muito a dizer e que diz o tempo todo em uma cacofonia babilônica de escala global!

Experimente! Divirtas se!

É como diz a música - "Atrás do Twitter só não vai quem já morreu..."

www.twitter.com

Meu nick é guima0126 se alguém quiser me seguir ou curtir a minha TwitterNovell!

Bom dia! Seja Feliz!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Proposta de Experimentação

A internet é a última fronteira de conexão entre pessoas e organizações. Mas que conexão é essa, que pessoas são essas e que organizações são essas?

A velocidade e o amplo acesso a informação da primeira fase da Web fez uma parte do trabalho, mas a capacidade de geração de conteúdo próprio, de exposição das idéias, desejos e pontos de vista de qualquer um sobre qualquer coisa e principalmente a capacidade de encontrar pessoas que tem afinidades para discutir e colaborar sobre assuntos e formar opinião em grupo, vão levar as possibilidades do Cyber-espaço muito além do que imaginamos.

As pessoas estão mais inteligentes e “antenadas” e a conexão com seus iguais lhes dá força e poder para que eles não tenham medo de abrir suas idéias e pontos de vista. Mais do que isto, lhes tem encorajado a fazê-lo de maneira pró-ativa.

O maior contingente da população que tem se beneficiado dessa abertura e desse processo de se alinhar em comunidades para ganhar voz e poder de formar opinião são as classes mais baixas. E não coincidentemente, essas mesmas pessoas são a última fronteira para ampliação da economia mundial.

Então o verdadeiro papel da Web 2.0 é fazer esta ponte entre pessoas e pessoas e entre pessoas e organizações, criando um espaço novo onde esta massa de gente possa interagir e ser remunerada por isso.

Além disso o poder não está apenas em fazer deles um grande laboratório de marketiing, de produtos e de serviços, mas sim no uso amplo explicito e irrestrito da colaboração, trazendo essas comunidades para o ecossistema das organizações e das empresas como os novos colaboradores, como os novos free-lancers, contingentes de pessoas conectadas que podem gerar valor real, reduzindo tempo e burocracia e principalmente custos e riscos para as empresas e recebendo em troca oportunidades novas e reais de inclusão na economia.

As relações de trabalho vão mudar radicalmente com essas ferramentas de colaboração e as pessoas vão poder viver e trabalhar com mais qualidade e certamente mais oportunidades do que atualmente. E essa inclusão vai re-alimentar o mercado, fazendo a equação do crescimento rodar a roda da fortuna global.

Quero fazer experiências concretas nessa área, usando comunidades conectadas e “ressonantes” com empresas e organizações que estejam dispostas a experimentar o real poder das comunidades sociais, muito além da mediocridade dos banners e do marketing / merchadisinsg fácil espelhados pelas páginas, sem falar na pura “arapongagem” atrás de críticas e comentários negativos para a imagem de em presas e produtos!

Vamos experimentar além do trivial!

Estou aberto para contatos e discussões através deste bog.

Bom dia! Seja Feliz!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Freeman Dyson, Hélio Oiticica e a Web 2.0....

...ou, Cadeias de Valor para flexibilizar as relações de trabalho através da Web 2.0.


Está na hora de irmos bem mais a fundo nesse assunto. Vamos botar a cabeça para funcionar e sair da mesmice, da mediocridade e do lugar comum.

O real poder das redes sociais está nascendo neste momento por meio de duas grandes áreas a serem exploradas por pessoas, organizações e instituições inteligentes, inovadoras e altamente capacitadas para avaliar e implementar novos modelos de geração de valor colaborativos:


  1. Criação de redes de colaboração entre empresas e internautas consumidores para melhoria ou desenvolvimento conjunto e colaborativo de produtos e serviços, com remuneração justa para as idéias que agreguem valor;
  2. Aglutinação de comunidades de pessoas com potencial para criar idéias e desenvolver trabalhos de geração de conteúdo, pesquisa, busca de dados, avaliação e analise de comportamento e outros serviços para colaboração com as Empresas gerando valor (remunerado) com idéias e ações para as "Corporações – As Cadeias de Valor na WEB.
Estes novos modelos de negócio irão unir corporações e pessoas ou comunidades através da Web, para prestação de serviço, criação e veiculação de conteúdos, debates de idéias e outras atividades de geração de valor remunerado, flexibilizando as relações de trabalho, ampliando as possibilidades e oportunidades e democratizando o acesso aos mercados, ou seja, e verdadeira “Inclusão 2.0”.

Temos que ir muito mais além do marketing tradicional dos anúncios e banners ou do merchandising camuflado espalhados pelos sites de redes sociais. Ir muito além da “arapongagem” de redes sociais atrás de de críticas e comentários.

Precisamos prestar atenção à profusão criativa de idéias inovações absolutamente originais e economicamente viáveis que surgem todos os dias, principalmente na periferia 2.0, nos guetos interconectados e nas ressonâncias sinérgicas que surgem de forma totalmente inusitada através da colaboração e da exposição franca e colaborativa nas redes sociais.

Está é uma nova fronteira que deve ser explorada com a ativa participação e até liderança da periferia e da população economicamente marginal ou desfavorecida. Temos uma oportunidade única de incorporar ondas de novos consumidores e formadores de opinião com amplo espectro de ação e influência em modos e hábitos de consumo pois são ressonantes com os seus pares.

De acordo com Freeman Dyson (http://www.sns.ias.edu/~dyson/ ), um cientista e ensaísta inglês que não é em absoluto medíocre ou trivial, as forças que irão determinar o próximo salto evolutivo da humanidade são em conjunto o Sol, o Genoma e a Internet.


Para Dyson, o SOL será a principal fonte de energia renovável a ser explorada no futuro, de maneira direta ou indireta (na forma de plantas conversíveis em energia como álcool e biodiesel); o Genoma ou o DNA trará a maior fronteira de avanço jamais vista pelo homem, na forma como entendemos a nós mesmos, e cuidamos de nossa saúde, tratando doenças e até repondo órgãos e partes do nosso corpo de maneira natural sem rejeição e finalmente a Internet que irá permitir a todos nós a conexão instantânea, segura e ininterrupta, permitindo a todos interagir com o mundo todo de maneira instantânea e sem fronteiras.

A força e a profundidade destas afirmações tem sido debatidas amplamente em diversos meios científicos e não científicos em todo o mundo, e o que ele preconiza é a colaboração da WEB 2.0 levada à extremos que ainda não fomos capazes de imaginar.


Mas podemos começar a experimentar com comunidades conectadas pela WEB e debater amplamente as possibilidades de modelos de negócio e de geração de riqueza que esta nova fronteira pode trazer já a curto prazo.

Como dizia o nosso saudoso Hélio Oiticica, “Seja Marginal! Seja Herói!”
Nunca precisamos tanto ser um pouco mais marginais do que nesses tempo de crise e transformação!


Bom dia! Seja Feliz!